12.11.2005 - Ocupação da FCMMG - Na terça-feira, dia 09 deste mês, estudantes ocuparam a sede da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, exigindo algumas pautas locais, entre elas o congelamento imediato no preço das mensalidades e a correção do valor destinado ao Hospital Universitário São josé. No dia 10, os estudantes receberam uma pedição judicial de reintegração de posse. Após 8 horas de resistência depois pedido, sob pressão de aproximandamente 50 policiais, foi decidido desocupar a sede da faculdade pela madrugada. Entranto, continuaram os protestos fora do local que, assim como o ambulatório, foi trancado, fazendo com que muitas pessoas ficassem sem atendimento médico.
10.11.2005 - Em Brasília, o Comando Local de Greve Estudantil da UnB ocupou a reitoria da mesma, fortalecendo o movimento estudantil em nível nacional. Moções de apoio devem ser enviadas também a esse ato de resistência e defesa da universidade pública.
10.11.2005 - Ontem a reitoria da UFAL não apareceu para reunião com os estudantes no período da tarde. Hoje foi entregue um termo de compromisso em relação à nossa reivindicação do restaurante universitário à reitoria, que negou-se a assiná-lo.
09.11.2005 - Para hoje, teremos um ato público pela manhã nos portões da UFAL e uma reunião com a reitoria para discutir a questão do RU pela tarde.
08.11.2005 - Na segunda-feira, após o Consuni, foi decidido manter por tempo indeterminado o ato de ocupação do gabinete da reitoria da Ufal, já que a reitora descumpriu com o que foi debatido em reunião com os estudantes. Dá para confiar neste tipo de gestão?
08.11.2005 - Os estudantes continuam recebendo apoio de técnicos e docentes universitários e trabalhadores em geral.
08.11.2005 - A professora Kátia Lima (UFF) esteve na UFAL ontem discutindo sobre Reforma Universitária. Após a discussão ela se dirigiu ao gabinete para ver de perto a mobilização e manifestou todo seu apoio a este tipo de atitude.

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A Reitoria entrou com um processo de reintegração de posse na Justiça Federal, porém o Juiz não concedeu e intimou ambas as partes (CME e Reitoria) para uma audiência de conciliação na segunda (14/11). Recebemos esta intimação na sexta feira, 11/11.
Nesta audiência ficou acordado que:
-Abertura de 300 novos comensais para o RU até junho de 2006. Este é o prazo também para a finalização do projeto para a abertura do RU a preço de custo para todos/as estudantes. Este projeto será elaborado por um GT o qual contará com representação do SINTUFAL, ADUFAL e duas estudantis.
-Quanto as taxas, não foi assinado o "ad referendum", mas ficou da Administração da UFAL firmar no Consuni posicionamento politico favorável a extinção das taxas acadêmicas. Claro que eles irão tergiversar sobre isto, dizendo que sempre defendem a Universidade Pública e etc, porém não deixa de sem uma desmoralização para eles e sem dúvida nos dá mais força para acabar com essas taxas.
-Por fim, também foi firmado que os membros do Comando de Mobilização Estudantil não sofreria nenhuma represália ou punição acadêmica, administrativa, financeira ou perseguição politica. Quanto a esta ultima, é claro que vão...
Diante do acordo firmado, a Ocupação encerrou-se as 16h do dia 14 de novembro, tendo sido iniciada no dia 26 de outubro.
Importante frisar é que na quarta feira, 8 de novembro, a Reitoria se negou a assinar o mesmo compromisso que ela assinou perante a justiça federal quanto ao RU. Naquele momento ela colocava que o "diálogo" tinha se exaurido. Ou seja, sinalizava que seu próximo passo era convocar a policia e/ou justiça como foi feito, porém "o tiro saiu pela culatra".
No fim das contas, 19 dias de cupação e uma grande vitória do ME não somente no sentido das suas pautas de reivindicações que foram atendidas ou fortalecidas para uma posterior vitória, mas o próprio ganho politico do ME, algo este, incomensurável.
Com a ocupação cumprindo sua missão, resta dar continuidade a luta e colher posteriormente seus frutos. Um ato que seria simbólico na luta contra a reforma universitária, tomou grandes proporções, virando inclusive referência, e nos deu também novos desafios e embates.
A luta continua...
Às 16hs da tarde teremos desocupado a reitoria por meio de acordo firmado na Justiça Federal entre o Comando de Mobilização Estudantil e Reitoria.
Em breve, mais informações.
No dia 26 de outubro nós, estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), organizados em torno do Comando de Mobilização Estudantil (formado pelo DCE, Centros e Diretórios Acadêmicos), ocupamos a reitoria da instituição de forma pacífica. Além de estarmos sempre organizados, dividindo tarefas, realizamos grupos de discussão, exibições de filmes e atividades culturais. Durante à noite, alguns dormem nos colchonetes espalhados por todo gabinete, outros permanecem acordados fazendo o trabalho de divulgação do ato e garantindo a segurança do grupo.
A ocupação ocorreu devido a reivindicações antigas por direitos que até agora não foram efetivados pela gestão da universidade. Essa luta também tem um viés nacional no sentido de se contrapor à reforma universitária que vem sendo implantada nas universidades. Reforma essa que só pretende acabar com as universidades públicas e gratuitas em prol da mercantilização da educação.
O movimento ganhou a adesão de outros estudantes, que chegavam até a reitoria para permancer na ocupação, e dos corpos técnico e docente da Ufal, os quais redigiram moções de apoio ao ato estudantil e pediram que a reitoria atendesse a pauta dos estudantes, alegando que a mesma é viável.
A reivindicação inicial incluia dez pedidos, mas após uma primeira reunião com a reitora Ana Dayse, onde foram expressas as limitações da gestão, esses pontos foram reduzidos à metade. Apenas os pedidos emergenciais e que podem ser efetivados pela administração da Ufal de imediato foram mantidos. São esses pontos:
O Comando de Mobilização Estudantil da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) decidiu na tarde de hoje, 7 de novembro, manter a ocupação da reitoria da instituição por tempo indeterminado.
De acordo com a reunião dos estudantes com a reitora Ana Dayse e sua equipe, realizada na última quinta-feira (03/11), havia um indicativo de desocupação da reitoria pelos estudantes (que hoje completa 12 dias) caso as reivindicações fossem atendidas e oficializadas pelo Conselho Universitário (Consuni). O Comando se preparou para sair do gabinete nesta segunda, logo após o Consuni, esperando para a efetivação dessa saída que a pauta de reivindicações entregue a reitora no dia 26 de oubrubro fosse atendida.
Porém, a reitoria MENTIU! Diferente do que foi discutido no dia 3, em que seria tirada uma indicação concreta de ampliação do restaurante universitário e uma posição do Consuni pelo fim das taxas cobradas na Ufal para a expedição de documentos, nada disso aconteceu.
Quanto ao restaurante universitário a reitora não trouxe nenhuma garantia real de que todas as 300 vagas para novos comensais iriam ser criadas e nem sobre a abertura do mesmo para os demais estudantes a preço de custo. Por isso reafirmamos a necessidade da efetivação do comprometimento real (por via de documento assinado pela reitora) da ampliação do restaurante universitário, incluindo o grupo que viabilizará essa expansão.
Sobre as taxas cobradas na Ufal outra manobra aconteceu por parte da gestão. O Consuni votou contra a proposta colocada pelos estudantes e não acenou para a extinção da cobrança destas, criando outro grupo de estudos para avaliar quais taxas podem ser excluídas e quais não podem, podendo inclusive não excluir nenhuma, indo contra a nossa proposta de se excluir todas as taxas.
Durante a reunião, vimos as palavras da própria reitora irem contra o que a mesma tinha dito na reunião de quinta-feira passada. Esperávamos uma compreensão da necessidade do atendimento de nossas reivindicações por parte da administração da Ufal e no entanto não houve esse tipo de atitude no Consuni. A reitora ainda tentou nos descredibilizar afirmando haver um acordo firmado por nós de que sairíamos do gabinete hoje apenas com a formação das comissões, quando nada disso foi formalizado sequer verbalmente. Nas reuniões que o grupo representante do Comando de Mobilização Estudantil sentou com os representantes da reitoria e a própria reitora não se foi acordado ABSOLUTAMENTE NADA! Esse tipo de distorção apenas tirou o crédito que ainda mantinhamos na gestão.
Diferente dos argumentos que a gestão da Ufal coloca de que a responsabilidade da existência das taxas não é da reitoria e sim do Consuni, o que vimos nesta segunda-feira (e também há muito tempo) é que o Conselho Universitário serve apenas para referendar as vontades da reitora. Nesse sentido, o discurso dos estudantes passou a ser estéril e a vontade da reitora prevaleceu. E ainda que o Consuni fosse algo dissociado de sua vontade, faz dois anos que Ana Dayse Dórea está a frente da administração da Ufal e ela NUNCA se pronunciou em relação às taxas que são cobradas na universidade.
Nossa ocupação continua pois não iremos negociar num balcão os nossos direitos legítimos! Exigimos garantias de que o restaurante universitário vai ser ampliado e aberto para todos e que todas as taxas cobradas pelo Departamento de Assuntos Acadêmicos (DAA) da Ufal vão deixar de existir. São essas as nossas reivindicações e desde já reafirmamo-las. Convocamos outros estudantes, professores e técnicos a se fazerem presentes nessa ocupação e lutarem por uma universidade sempre pública.
Comando de Mobilização Estudantil
DCE, CAs e DAs da Ufal
7 de novembro de 2005
